A história do queijo, a obra prima do leite


Um alimento “só para homens ricos”. Assim dizia
padre José de Anchieta sobre o queijo que agora ganha o primeiro livro sobre a sua história no
Brasil. Para escrever Uma longa e deliciosa viagem, João Castanho Dias pesquisou na literatura dos primeiros cronistas do país como Gabriel Soares
de Souza, Rocha Pita, Saint Hilaire, Richard Burton, John Mawe, Spix e Martius, J.B. Debret e outros.
A primeira queijaria foi fundada em 1581, na Bahia.

Alimento exótico no Brasil o queijo enfrentou grandes barreiras até tornar-se um ícone da gastronomia nacional. Uma elas era a escassez de sal, ingrediente que definiu a evolução não só do queijo como também do bacalhau, carne seca, presunto. A falta de sal,
que era importado de Portugal, elevou o preço
do queijo a patamares absurdos. No ciclo do ouro ele custava R$4 mil atuais. Havia ainda o problema
da obtenção do coalho do queijo feito das vísceras
de tatus, capivaras, veados, exigindo, portanto
o abate deles.

Um marco da história do queijo foi a imigração da
corte portuguesa que aqui chegando provocou uma revolução na culinária brasileira então baseada
no milho, carne de porco, mandioca e feijão,
por influência da cozinha indígena e negra.
Além de baixelas de prata, toalhas de linho, os
nobres trouxeram também o hábito de consumo
de queijos fazendo surgir incontáveis queijarias para atender a demanda deles. Já abertura dos portos
do país por D.João VI provocou avalanches de queijos ingleses no Rio de Janeiro prejudicando o produto nacional.

Outro fato importante da história foi a imigração de dinamarqueses para Minas Gerais, onde montaram
as primeiras fábricas de queijos finos do país em 1920 como o roquefort, gruyére, gorgonzola que eram transportados até as estações de trem no lombo
de burros em jacás de bambu forrados com palha
de bananeira. Foram os dinamarqueses quem criaram
o queijo prato assim chamado por ter o formato de
um prato de comida que mais tarde teria o formato retangular para facilitar o corte em fatias para uso
em sanduíches.

Fartamente ilustrado, em estilo de obra de arte,
o livro foi patrocinado pela Globalfood
com benefícios fiscais previstos na Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

Capítulos

Ilustre desconhecido no Éden tropical
Tudo começou na corrida do ouro
A queijaria modelo do frei Mariano
Nos tempos da fuga da família real
O primeiro surto industrial
A pequena Dinamarca mineira
Os cinco queijos terroir brasileiros
A história está apenas começando

Especificações Técnicas


Páginas: 172 a cores
Peso: 1,350 g
Ilustrações: 200
Capa: dura e costurada
Guardas: color plus 180 g
Miolo: couché fosco 150 g
Formato: 25 x 28 cm

Depoimentos

"Um livro impecável e imperdível por revelar em ricos detalhes as origens do queijo brasileiro num trabalho hercúleo." -
Luiz Fernando Esteves Martins, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Queijos - ABIQ.

"Uma obra-prima que emociona por reviver um passado esquecido em páginas de conteúdo e imagens espetaculares".- José Carlos de Rezende, diretor da Queijaria Sant`Angelo, Carrancas, MG.

 
Capa do primeiro livro da história do queijo brasileiro que reúne mais de 200 ilustrações
 

Rótulo da primeira marca de
queijo do Brasil. Arquivo Nacional,
Rio de Janeiro, 1888.
 

O transporte de queijos no Brasil era em cestos de couro e taquara. Quadro de J.B.Debret, 1823.
 
Anúncio de queijos importados da Holanda. Jornal Pequeno, Recife, 1900.
 
Ilustração de queijaria antiga.
 
Rótulo do queijo Regina, um dos mais antigos do Brasil
 
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