Pioneirismos de norte-americanos

Originária de uma escola agrícola fundada por missionários dos Estados Unidos em 1908, a primeira de Minas Gerais e a terceira do Brasil, a Universidade Federal de Lavras lançou em 2009 o livro A terra prometida de Lavras, escrito por João Castanho Dias, da Editora Barleus. Muito bem ilustrado, de formato grande, capa dura, 146 páginas, o livro relata fatos dramáticos e felizes da história centenária da UFLA, como a crise financeira que quase a fechou quando era Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL).

A antecessora da ESAL, a Escola Agrícola de Lavras (EAL), que começou com apenas quatro alunos, foi uma das pioneiras da extensão rural no país, organizadora da primeira exposição nacional de milho (1915), introdutora do trator em Lavras (1923), o quarto em Minas Gerais. Numa fazenda modelo, a EAL ministrava aulas práticas aos estudantes.

Hoje com 14 mil alunos, a UFLA mantém um plantel de gado holandês em fazenda própria, dotada de uma usina de leite pasteurizado e à disposição da turma das ciências agrárias para estágios. Na década de 1930 a Escola Agrícola tinha também um laticínio que abastecia o Rio de Janeiro de manteiga e queijos fabricados com o leite de animais importados dos Estados Unidos.

“O livro nos permitiu resgatar para as atuais e futuras gerações uma história muito rica que estava se perdendo, a qual é também um documento do processo de modernização da agricultura de Minas Gerais e do Brasil”, diz na apresentação o professor Luiz Lima, presidente da Comissão dos 100 anos da Universidade Federal de Lavras.

Capítulos

Uma febre no meio do caminho
A escola de que o Brasil precisava
Dias de vinho, valsas e rosas
A geração de ouro do esporte
O guardião da centenária história
O nó górdio da federalização
Universidade de referência nacional

 


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